segunda-feira, novembro 26, 2007
147. Piada Porca
"A mulher do Trapattoni morre e vai para o céu. S. Pedro recebe-a e mostra-lhe duas portas. A primeira dava para o céu e a segunda para o inferno. Ela teria de escolher.
Ela sente-se tentada a escolher a primeira porta, mas eis que ouve gritos e o som de um berbequim.
- Estão a abrir os buracos nas costas para as asas. - esclarece S. Pedro.
De novo se ouvem gritos e o ruído do berbequim.
- Estão a abrir o buraco para a auréola. - esclarece novamente S. Pedro.
A mulher pensa um momento e decide ir para o inferno.
- Atenção, porque o diabo viola todas as mulheres que vão para o inferno. - avisa S.Pedro.
- Não interessa. - explica ela - Pelo menos os buracos já estão feitos..."
quinta-feira, novembro 22, 2007
146. Vigaristas
Pelos vistos resultava, o que diz muito da classe empresarial deste país.
quarta-feira, novembro 21, 2007
145. Tuga-nice
Levar o arroz de frango para a praia.
Guardar aquelas cuecas velhas, para polir o carro.
Criticar o governo local, mas jamais se queixar oficialmente.
Ladie's night à quinta.
Ter tido a última grande vitória militar em "1385".
Enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento.
Guiar como um maníaco e ninguém se importar com isso.
Viajar pró quinto dos infernos e encontrar outro Tuga no restaurante.
Ter folclore estudantil anual por causa das propinas.
Ninguém saber nada do nosso país, excepto os Brasileiros e os Espanhóis, que gozam dele.
Levar a vida mais relaxada da Europa, mesmo sendo os últimos de todas as listas.
Ter sempre marisco, tremoços e álcool, anualmente, a preços de saldo.
Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.
Dar os máximos durante 10 km, para avisar os outros condutores da polícia adiante.
Ter o resto do mundo a pensar que Portugal é uma província espanhola.
Exigir que lhe chamem "Doutor", mesmo sendo um Zé-ninguém.
Exigir que o tratem por Sr. Engenheiro, mas não tratar ninguém com outras profissões por Sr. Pintor, Sr. Economista, Sr. Contabilista, Sra. Secretária, Sr. Canalizador, Sra. Cabeleireira, Sr. Primeiro-ministro, etc.
Passar o domingo no shopping.
Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.
Axaxinar o Portuguex ao eskrever.
Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprar o kit mãos-livres, porque "é caro".
Ir à aldeia todos os fins-de-semana visitar os pais ou os avós.
Gravar os "donos da bola".
Ter diariamente, pelo menos 8 telenovelas brasileiras e 2 imitações rascas da TVI na televisão.
Já ter "ido à bruxa".
Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés na igreja.
Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e, pelo menos, a 500 metros de casa. Lavar o carro na fonte, ao domingo.
Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.
Levar com as piadas dos brasileiros, mas só saber fazer piadas dos alentejanos e dos pretos. Ainda ter uma mãe ou avó que se veste de luto.
Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito "porque não se quer aborrecer".
Dizer mal dos militares, mas adorar o cravo na G3 e o feriado do 25 de Abril.
Falar mal do Governo eleito e esquecer-se que votou nele.
Viver em casa dos pais até aos 30 anos.
Na terceira idade, pendurar o guarda-chuva nas costas.
Acender o cigarro a qualquer hora e em qualquer lugar, sem quaisquer preocupações.
Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacoste e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul-cueca).
No restaurante, largar o puto de 4 anos aos berros e a correr como um louco, a incomodar os restantes Tugas.
Ter bigode e ser baixinho(a).Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).
Ter o colete reflector no banco do passageiro.
Pendurar o CD no retrovisor, para "enganar o radar".
Ter três telemóveis.
Jurar não comprar azeite Espanhol, nem morto, apesar da maioria do azeite vendido em Portugal ser Espanhol.
Organizar jogos de futebol solteiros e casados.
Ir à bola, comprar "prá geral" e saltar "prá central".
Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.
Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!
(Autor desconhecido, mas com imaginação)
terça-feira, novembro 20, 2007
144. Mecânico vs Médico
Ele olha para o mecânico a trabalhar. O mecânico pára de trabalhar e pergunta:
– Doutor, posso fazer-lhe uma pergunta?
O cirurgião, um tanto surpreso, concorda e vai até perto da moto na qual o mecânico está a trabalhar.
O mecânico levanta-se e começa:
– Doutor, olhe para este motor. Eu abro-lhe o coração, tiro as válvulas, conserto-as, ponho-as de volta e fecho novamente. Quando eu termino, ele volta a trabalhar como se fosse novo. Porque será que eu ganho tão pouco e o senhor tanto quando o nosso trabalho é praticamente o mesmo?
O cirurgião dá um sorriso, inclina-se e fala baixinho ao ouvido do mecânico:
– Tente fazer isso com o motor a funcionar ...
domingo, novembro 18, 2007
143. Worst of
Quanto ao melhores é muito complicado - a principal razão é que os filmes são efémeros, são feitos para serem consumidos na primeira vez, porque depois perdem grande parte do encanto. Os melhores filmes são os que se vêem na altura, e mais do que a qualidade do filme, o que fica é o momento.
Assim sendo, temos para começar, o Matrix, pela inovação, pela história, e pela construção do personagem de Neo. A última vez que tinha sido arrastado desta forma para outro universo aconteceu com o primeiro episódio da Guerra das Estrelas e com os Salteadores da Arca Perdida.
Depois temos os filmes de Coppola, Apocalypse Now e principalmente o Padrinho. Curiosamente, o actor que dança ao som do Satisfaction em cima do barco é o mesmo que personificou o Morpheus, no Matrix. Quanto ao Padrinho, é um filme perfeito, só superado pelo livro, que comprei em segunda-mão em Matosinhos por 400 Escudos.
Quanto às comédias românticas, a minha preferida é, de longe, Quatro Casamentos e um Funeral. Gostei tanto que usei o elogio funebre da cena do funeral como dedicatória do livro de curso de uma grande amiga (desculpa...!)
No campo do humor, temos o Taxi, o Fabuloso Destino de Amélie e Delicatessen. Todos filmes franceses. Existe um filme Americano que guardo na memória "Freddie Bueller's Day Off", em português "O Rei dos Gazeteiros".
Em termos de Suspense e Acção, "Alien" e "Seven". Artes marciais? "O tigre e o Dragão".
Animação: Shreck e Nemo. Também de longe. O primeiro pelo humor, enquanto o segundo é outro filme perfeito.
Filmes portugueses? Cresçam e apareçam.... Um bom filme nasce em primeiro lugar de um bom argumento. Sem história um bom realizador não consegue fazer absolutamente nada. É como um pedreiro que lhe tenham dito apenas "quero ali uma casa". E podem ter os melhores tijolos que conseguirem (leia-se actores), sem um bom projecto a casa não vai a lado nenhum...
142. Piada médica
Reza assim:
Pergunta uma paciente no consultório: "Sr. Doutor, posso tomar os comprimidos com a menstruação"?
Resposta do médico com evidente boa disposição: "Claro. Mas se tomar com água o sabor é melhor."
(Um médico bem disposto - espécie em vias de extinção no SNS)
141. Já não é de agora
Já não é de agora o tacto dos Estados Unidos para a diplomacia e o respeito pelo direitos humanos.
Pressionado pelos seus apoiantes, que lhe ameçavam retirar o apoio nas eleições, Roosevelt foi obrigado a rejeitar o pedido de exílio a cerca de 900 judeus que chegaram à flórida num navio civil Alemão, o SS St.Louis.
Estavamos em 1939.
Obrigado a regressar à alemanha, morreriam 200 pessoas nos campos de concentração alemães.
Bravo.
quarta-feira, novembro 14, 2007
140. Teoria da Conspiração
O sonho de Bill Gates era "um computador em cada casa". Está a acontecer, e o mundo agradece. A informática pessoal explodiu e o computador tornou-se uma ferramenta omnipresente.
O problema, na minha modesta forma de ver, é que a Microsoft praticamente nos obriga a optar pela sua tecnologia, o que tem as suas vantagens (toda a gente usa o messenger, todos usam o office, ...).
Mas e se eu não quiser?
Um site fantástico que descobri recentemente é o Portable Apps - lá se encontra um conjunto de ferramentas gratuitas, desde o Openoffice ao Firefox (Browser), passando pelo Audiocatalyst (editor de ficheiros de audio). E finalmente o mau favorito, o VLC, um Media Player que bate aos pontos o Media Player do Windows.
Todo este software basta ser instalado numa pasta qualquer, inclusivamente numa pen USB. Sem alterar o sistema, sem necessitar actualizações constantes...
E gratuita, em todo o lado, como sonhou o "uncle BILL"...
139. Menti
Errei ao confiar no que recebo por mail, no exemplo mais grotesco do termo. Passo a explicar: em Outubro "postei" a despedida de Gabriel Garcia Marquez, baseando-me num ficheiro no formato Powerpoint que tinha recebido. Vim a saber agora que o poema descrito é uma farsa, escrita por um ventríloquo mexicano para o seu boneco e que de alguma forma apareceu num jornal peruano em 1999, associado a uma pretensa pioria do estado de saúde do prémio nóbel.
Pelo facto peço desculpa e remeto-me ao silêncio...
138. Maus hábitos
Na semana passada estive num cliente, onde ouvia o encarregado aos berros dentro do quarto de banho, a falar ao telefone móvel ou ao telemóvel.
Para mim isso é o mesmo que falar alto numa igreja...
137. Orgulho de macho
A primeira afirmação bombástica é que somos todos basicamente mulheres. Mesmo que geneticamente sejamos machos, fisiologicamente somos mulheres até que os níveis de testosterona sobem. Esta hormona é responsável pela diferenciação - ou seja que afinal a bíblia errou, não foi a mulher que nasceu de uma costela de homem, mas sim o homem que nasceu da mulher.
A segunda afirmação é a de que a testosterona, longe de ser uma substância nobre, limita-se a ser um parente químico do colesterol. Ou seja aquilo que nos faz homem é semelhante à "merda" que lutamos para exorcizar do nosso organismo.
Francamente!...
136. Sociedade Virtual Desportiva
Pergunto: se no nosso país um conselho de administração de uma SAD é a confusão que é, 20000 pessoas a mandar deve ser o fim do mundo...
135. Por qué no te callas?
Comentário de Chavez alguns dias depois "Ainda bem que não percebi que o Rei me tinha mandado calar"...
Passado ainda mais algum tempo e já há quem esteja a lucrar com a venda do toque polifónico com o sample do Rei a calar o líder Venezuelano. Aparentemente é um sucesso de vendas.
segunda-feira, novembro 12, 2007
134. Mais fins de semana assim, sff
Para finalizar, um empate do FCP, tendo o adversário metido dois tentos nos últimos 5 minutos.
Si señor, así dá gusto...
133. Castanhada
A ideia seguinte dos produtores da iniciativa foi levar o dito assador para o terreiro do paço para dar castanhas de graça ao pessoal. O que eles não contavam foi com a confusão que causaram, havendo tumultos, gente atropelada, tendo sido mesmo necessário a intervenção da polícia municipal.
Valente castanhada, sim senhor...
(ps - não encontro confirmação desta notícia dada na Antena 3 esta manhã em lado nenhum na internet)
domingo, novembro 11, 2007
132. Gatos em off
O problema é que, havendo os dois momentos de provocação no mesmo programa, ficamos na dúvida...
(ou talvez fosse o facto de eles terem um "skitch" no concerto dos Da Weasel, isto da especulação pode dar para tudo...)
131. Verne
Uma pequena história sobre ele foi a da não publicação do seu primeiro romance "Paris no Século XX", uma das primeira obras futuristas, rejeitadas pelo editor por retratar uma sociedade excessivamente negativa, dominada pelo lucro e pela eficácia.
Sim senhor, realmente não tem nada a ver, não senhor...
130. Luv
Ou seja, hoje em dia o amor puro e duro e o romantismo em geral está sujeito ao mesmo tratamento aplicado ao terrorismo internacional.
Já não se pode ser tolo..."fool for love"...
De aqui para diante somos todos cinzentões mal-humorados, forçados ao CTC (Casa-trabalho-casa) e ao EPCFF (Escola-Profissão-Casamento-Filhos-Funeral)...
sexta-feira, novembro 09, 2007
129. Quarteto
A imagem é desconcertante, e espero que a menina consiga ter uma vida o mais normal possível, mas fiquei ainda mais desconcertado quando vi o olhar de orgulho dos pais....
Faz-me lembrar o contentamento com que um puto de 18 anos assistia ao vídeo da decapitação de Pearce - ou antes de ouvir os seus gritos. Ainda hoje isto me faz confusão e me mostra quão baixo podemos descer...
128. Cromo
Perguntou-me ele se já tinha passado o corte para Tuy.
Embora se possa chegar a Tuy pela vila, era muito mais fácil seguir em frente, passando pela ponte. Expliquei-lhe que ainda estava em Portugal, ainda não tinha passado a ponte.
"Ah, não? ... ", exclamou ele, " ... então vou mijar. Posso, não posso?" E lá se encostou ele à berma, enquando eu segui caminho.
Não há outro nome, fica "cromado"....
domingo, novembro 04, 2007
127. Mais algumas anedotas de Salazar
História do Perú
Salazar convidou pessoas amigas para almoçar com ele. Um almoço menos do que frugal, insuficiente.
Os convidados olhavam por baixo uns para os outros. Quê? O almoço seria só aquilo?
Então Salazar diz à criada: - Traga o peru.
Animam-se os convidados. A criada retira-se e volta com um peru vivo, debaixo do braço.
Coloca-o sobre a mesa e a ave, faminta, desata a picar as migalhas.
Bacalhau
- Já conheces a última maneira de cozinhar bacalhau?
- Qual?
- Bacalhau à Salazar.
- Como é?
- Só batatas. . .
5000 Camisas
Quando Rolão Preto, chefe dos nacionais-sindicalistas declarou, num banquete realizado em Fevereiro de 1933, que a uma ordem sua podia fazer desfilar em Lisboa 5 000 «camisas azui», Salazar admirou-se:
—Quê?! Então apesar das minhas medidas de salvação nacional ainda há em Portugal 5 000 pessoas com camisa?
Monstruosidades
O monstro de Loch Ness,
De que toda a gente zomba,
Não me aquece nem arrefece.
Seria ideia de arromba
Se o mesmo dizer pudesse
Do monstro de Santa Comba.
Tábuas de S.Vicente
Comparado hoje às figuras
Das tábuas de S. Vicente
Passa o nosso Salazar
Um Natal todo contente.
Mas se isto dá uma volta
Por obra de Belzebú
Pegam nas tábuas e dão-lhe
Com elas todas no cu.
Cunha
Um amigo de infância do Presidente do Conselho, que tinha ido muito novo para África e por lá fizera a sua vida, juntando uma grande casa, vem à Metrópole e visita-o. Visita-o para matar saudades, mas aproveita para lhe pedir um conselho. É que acabava de formar um filho em Ciências Económicas e Financeiras e queria iniciá-lo no trabalho, aqui na Metrópole, antes de ir para África entrar na gestão dos negócios paternos.
- Talvez tu mesmo pudesses ajudar-me. Um lugarzito em que ele entrasse na prática...
Salazar sorriu:
- Nem de propósito! Esteve aqui há pouco o ministro da Economia e falou-me da necessidade de um economista para um conselho técnico. Sempre é um ordenado de seis contos...
- Seis contos?! Deus nos livre! Com um ordenado desses logo de entrada, o rapaz perdia a noção das proporções. Desmoralizava-se. Eu quero-o lá é para trabalhar.
- Então talvez um lugar de chefe de contabilidade num grémio. São quatro contos e quinhentos...
- É muito. É muito ainda... Salazar indicou a seguir mais dois ou três lugares equivalentes e o amigo ia recusando sempre. Até que se resolveu a adiantar:
- Compreendes, eu não quero que ele comece por mandar, mas por obedecer. Para saber como é. Para aprender, para se desemburrar. Sem grandes facilidades. Uma coisa aí para um conto e duzentos, um conto e quinhentos... Terceiro ou segundo oficial, por exemplo...
Salazar teve um gesto de desalento:
- Ah, isso é impossível! Só por concurso!...
Tartaruga
Um dia, alguém pensou em oferecer a Salazar, como presente, uma tartaruga.
- Uma tartaruga? Que ideia! Onde ia eu meter um bicho desses?
- É muito simples. Basta um tanquezito com água. Não dá trabalho nenhum, não incomoda, não faz barulho e pode viver até aos duzentos anos...
- Ah, não! Não quero. Nós afeiçoamo-nos aos animais, depois eles morrem e lá ficamos com pena de os perder...
Agora a sério
Passaram 33 anos e actualidade de algumas destas anedotas é, tristemente, um facto. Como se o seu fantasma nos perseguisse, na forma de um ex-aluno da UNI.
126. Perguntas e respostas
"Metade!"
125. Calças à medida
O momento mais embaraçoso da minha curta existência passou-se no auditório da Microsoft em Oeiras. Fui fazer uma apresentação para uma audiência de 150 pessoas, por sinal a primeira vez que falava para tanta gente, e como sempre algo acontece para estragar o dia. Ao tirar material de merchandising do carro rasguei as calças atrás, desde o cinto ao fecho, passando pelas zonas privadas. Quando fui chamado, tive o cuidado de nunca me virar, e tenho de reconhecer que a demonstração correu bem até ao momento em que as luzes se acenderam, anunciando um intervalo.
Entrei em pânico.
Como é que uma pessoa confraterniza naquela situação? Seguimos encostados à parede, simulando uma ainda mais humilhante "coceira"?
Não, fiquei junto ao palco, respondendo a toda a gente que me convidava para conversar lá fora com um "muito obrigado, mas tenho de preparar isto", e mexia nervosamente no rato, da mesma forma que os funcionários fazem quando são apanhados pelo patrão a coçá-los.
PS
Depois de escrever este artigo lembrei-me de outra história passada com calças, alguns anos antes. Tinha ido dar uma formação de Access a duas raparigas de 18 anos, cujo interesse pela matéria era o mesmo que tinham pela situação política do Qatar. Além da formação ter corrido mal, conhecia mal a sala, pelo que cometi o erro de me encostar á esquina do quadro. Na altura não me apercebi de nada. Terminei a formação com um estado natural de frustração, despedi-me das pessoas que iam fechar a escola e saí. Quando cheguei a casa dei por um rasgão nas calças, de lado.
Na sessão seguinte, perguntei às meninas na secretaria se tinham reparado alguma coisa de estranho, ao que elas responderam que sim. Mas tinham ficado caladas, as anormais.
Na falta de bom circo, qualquer palhaço serve...
124. Uma anedota sobre Salazar
Uma que me ficou no ouvido reza que naquele tempo não havia muito que comer, pelo que o chefe de família, quando via que já não havia mais nada para comer gritava:
- Viva Salazar!
Ao que todos respondiam:
- Estamos todos fartos!
E como estavam "fartos", que é como quem diz, bem alimentados, podiam ir para a cama dormir...
122. CV
De aqui a pouco vão descobrir que ele afinal não se chama Sócrates mas Simão Bonifácio. Sócrates era o nome do cão que Simão tinha e que morreu atropelado por uma ambulância, daí a firme decisão que aquele rapaz tomou aos dez anos em querer acabar com o Serviço Nacional de Saúde no nosso país...
E já agora, acaba-se também com as Escolas, outro dos ódios de estimação de Simão.
E cria-se um alvoroço no nosso sistema de segurança social, que tantos problemas causou à tia Matilde.
E por último deixa-se o país à deriva, porque Simão sempre gostou de navegar...
121. Televisão avariada (parte 2)
Abaixo a tirania da televisão...
Agora, como é que peço uma compensação pelos direitos audiovisuais que vêm na factura da luz e que não pude consumir durante este fim-de-semana? Que palhaçada...
120. Corrupção
Agora estou muito mais interessado em ver o filme, tanto pelas cenas picantes da protagonista principal, como pelo simples facto de ser o primeiro filme feito em Portugal que estreia sem a assinatura do Realizador.
Sem falar nas ameaças de morte a Nicolau Breyner...
Pelas críticas que leio, a coisa não ficou famosa.
O título que li diz tudo: "Filme-estalinho feito com base em Livro-Bomba"...
119. Cai neve em Bogotá
Isto porque a versão original da música era uma metáfora sobre o mundo da droga, enquanto que hoje na cidade tida como a capital da droga, choveu torrencialmente, acompanhada por uma chuva de granizo que encheu as ruas de Bogotá com um metro de gelo.
Se na realidade e por estranho acaso chovesse cocaína nestas duas cidades, haviamos de ver dois comportamentos diferentes: os colombianos a colher o pó à pazada para dentro de sacos de feijão, e os nova-iorquinos, muito mais sofisticados, de nariz colado ao chão, a fazer "sniff!!"
118. Halloween
Este ano o Halloween ganhou um novo significado para mim, enquanto pai de um míudo de 3 anos. Nem tem muito a ver com o Halloween mas sim com a fatídica mudança de hora. Não é fácil convencer uma criança que os adultos, por uma mania qualquer, decidiram atrasar uma hora nos relógios, e assim, durante a semana do Halloween, o meu filho insistiu em acordar às 6h 30m , em vez das 7h 30 habituais. Tipo "Jet Lag" infantil.
Ao fim dessa semana estava com umas olheiras de morto-vivo.
Portanto, um muito obrigado aos crâneos que inventaram a porra da hora de Inverno.
117. Terceiro milagre de Fátima
Ainda bem, porque se não teriam de fazer um estádio no santuário, e assim os fiéis ficariam com muito menos espaço nas celebrações ao ar livre.
116. Porcos Chauvinistas
Vem isto a propósito da minha eleição do site mais machista que existe em Portugal, ou melhor dizendo o blog mais machista: gaijasdatv. Neste blog podemos ver uma quantidade enorme de fotos de mulheres da cena televisiva nacional, nas suas poses mais, como poderei dizer, "peculiares". Assim sendo temos lá de tudo, com motor de busca, ordenadas alafabéticamente, com ranking 10+, desde as pernocas da Julia Pinheiro até às cenas mais atribuladas do "ballet rose".
Em comparação, o site mais feminista da webopeia nacional deve ser qualquer coisa cor-de-rosa e imensamente florida...
Agora a sério, não acredito na igualdade dos sexos, porque existem diferenças entre homens e mulheres, não tanto em termos fisiológicos mas principalmente em termos psicológicos. Somos diferentes e pronto. Como dizem os franceses "e viva a diferença".
O que acredito é na igualdade dos direitos, e isto é que deve ser sagrado. E no direito à diferença. Quanto à superioridade, à velha questão do "sexo forte", ainda está para ser provado cientificamente.
115. Para siempre
Assim sim, "se queda garantizada la democracia de los más fracos".
terça-feira, outubro 30, 2007
114. Protocolos dos novos tempos
Em inglês, "Cool dude!"
Agora a sério, estamos na política como no futebol. Usamos de todas as oportunidades para nos mostrarmos. O que interessa se ganhamos o mérito internacional por meia dúzia de palhaçadas onde consumimos uma parte substancial dos recursos deste país, para a formulação de um tratado que muito provavelmente vai ter o mesmo destino que os tratados que o precederam? De aqui a seis meses (e quando é que a UE vai acordar para o facto de parte do falhanço do sonho europeu teve origem na alta rotatividade das presidências?), vêm outros palhaços para o poleiro e o circo segue viagem para outras paragens.
Usemos antes do bom senso que qualquer dona de casa tem: temos de limpar a casa antes de a mostrar às visitas.
113. Mia, Couto, Mia....
Durante as últimas cheias em Moçambique, Mia Couto foi chamado para ser entrevistado pelas grandes cadeias de televisão sobre a perspectiva das cheias do ponto de vista da cultura. Escolheram para cenário um local onde havia uma grande cratera no chão e uma multidão estava reunida para ver todo o aparato de luzes e câmaras.
"Estão a fazer um filme", diz uma pessoa.
A certa altura Mia Couto passa pela multidão. Alguém exclama "É um filme, olha lá o Chuck Norris!"
O escritor prepara-se para começar a entrevista, quando já há um grande alarido na multidão. O entrevistador pede para que ele tente acalmá-los porque estavam a fazer muito barulho. Mia Couto acede e vai falar à multidão, pedir-lhes para fazer menos barulho.
E diz alguém "Chuck Norris fala Português!"
E diz outro, "Aquele não não é Chuck Norris, é o Mia Couto. Conheço-o bem"
E pergunta alguém, para terminar, "Ó Mia Couto, porque é que que vais fazer de Chuck Norris?"...
112. Adeus, Gabriel
"
Se por um instante Deus se esquece-se de que sou uma marioneta de trapos e me presenteasse com mais um pedaço de vida, eu aproveitaria esse tempo o mais que pudesse.
Possivelmente não diria tudo o que penso, mas definitivamente pensaria tudo o que digo.
Daria valor às coisas, não por aquilo que valem, mas pelo que significam.
Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.Andaria quando os demais se detivessem, acordaria quando os demais dormissem.
Se Deus me presenteasse com um pedaço de vida, deitava-me ao sol, deixando a descoberto, não sómente o meu corpo, como também a minha alma.
Aos homens, eu provaria quão equivocados estão ao pensar que deixam de se enamorar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se enamorar..
A um menino eu daria-lhe asas, apenas lhe pediria que aprendesse a voar..
Aos velhos ensinaria que a morte não chega com o fim da vida, mas sim com o esquecimento.
Tantas coisas aprendi com Vós homens…. Aprendi que todo o mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa.
Aprendi que quando um recém nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, agarrou-o para sempre.
Aprendi que um homem só tem direito a olhar o outro de cima para baixo, quando está a ajudá-lo a levantar-se.
São tantas as coisas que pude aprender com Vocês, mas agora, realmente de pouco me irão servir, porque quando me guardarem dentro dessa caixa, infelizmente estarei morrendo
Sempre diz o que sentes e faz o que pensas.
Supondo que hoje seria a última vez que te vou ver dormir, te abraçaria fortemente e rezaria ao Senhor para poder ser o guardião da tua alma.
Supondo que estes são os últimos minutos que te vejo, diria-te “Amo-te” e não assumiria, loucamente, que já o sabes.
Sempre existe um amanhã em que a vida nos dá outra oportunidade para fazermos as coisas bem, mas pensando que hoje é tudo o que nos resta, gostaria de dizer-te o quanto te quero, que nunca te esquecerei.
O amanhã não está assegurado a ninguém, jovens ou velhos. Hoje pode ser a última vez que vejas aqueles que amas. Por isso, não esperes mais, fá-lo hoje, porque o amanhã pode nunca chegar. Senão, lamentarás o dia em que não tiveste tempo para um sorriso, um abraço, um beijo e o teres estado muito ocupado para atenderes esse último desejo.
Mantém os que amas junto de ti, diz-lhes ao ouvido o muito que precisas deles, o quanto lhes queres e trata-os bem, aproveita para lhes dizer, “perdoa-me”, “por favor”, “obrigado” e todas as palavras de amor que conheces.
Não serás recordado pelos teus pensamentos secretos. Pede ao Senhor a força e a sabedoria para os expressar.
Demonstra aos teus amigos e seres queridos o quanto são importantes para ti.
"
111. Medo constante
Temos medo da polícia (e usamos isso para segurar os nossos filhos "olha que vem lá a polícia e prende-te").
Temos medo das finanças (mas esperamos religiosamente pelo reembolso do IRS).
Não deixamos as nossas crianças brincar sozinhas na rua, mas queremos que sejam saudáveis e gastamos rios de dinheiro nos pedopsiquiatras.
Fechamos o carro logo que entramos com medo de sermos assaltados.
Não ajudamos aquela pessoa que encontramos parada na estrada com medo de sermos assaltados.
Não vamos ao Brasil com medo de sermos assaltados.
Não demoramos no banco com medo de serem assaltados.
Não damos esmola com medo de sermos enganados.
Morremos de medo da Asae, mesmo que estejamos 100% legais.
Não dizemos piadas sobre o governo, com medo de sermos processados.
Não dizemos piadas sobre o futebol, com medo de sermos espancados selvaticamente.
Não vamos ao hospital com medo de morrer, mesmo que se trate de uma constipação.
Não seguimos a nossa vocação com medo de ficarmos desempregados.
Não casamos com medo de não sermos felizes.
E no fundo, não somos felizes porque temos medo de viver.
110. Use um preservativo, Sr. Markl
"Portugal precisa urgentemente de uma queca"
109. Cabrio
Não senhor, dizia simplesmente "cabrio", que vem do francês "cabriolet", o que nunca me passaria pela cabeça, mesmo depois de ver a cobertura removível.
108. I'll be back
Esta semana um conjunto de estados pertencentes aos EUA resolveram juntar-se à Comunidade Europeia no chamado Mercado de Carbono, uma medida que visa o cumprimento do protocolo de Quioto e que foi rejeitada por Bush.
Entre os Estados que consignaram esta medida contam-se Nova Iorque e a Califórnia, do senhor Arnold Schwarzenneger (consegui escrever o nome dele de memória, espero que esteja bem escrito, caso contrário amanhã ainda levo com a espada do Conan na mona, o que, dado o estado miserável do nosso serviço nacional de saúde não é uma perspectiva muito animadora - além disso é coisa para doer bastante).
É caso para dizer, Obrigado. E "I'll be back".
Volta sempre...
domingo, outubro 28, 2007
107. Anedota do meu avô
- Que tens tu, rapaz?
- Foi o reumatismo, pai.
Resposta pronta do meu avô: - Onde é que está esse filho da p... que o parto todo?!
(Nota do autor: os verdadeiros heróis não são os que se escondem por trás de uma máscara. São os familiares de pessoas afectadas por esta doença e que mesmo assim conseguem o autêntico milagre de ter uma via quase normal. Eu da minha parte escondo-me na vergonha que sinto por não ter seguido a doença do meu avô de uma forma mais activa. A distância nos dias que correm não é desculpa. )
106. Puto Mongol
Perguntam a um puto de 11 anos, pastor nómada que frequenta a escola (tornada obrigatória pelos comunistas), se queria ser pastor como os pais, ou ir para a cidade, ao que ele responde, com a maior das simplicidades (ou pelo menos o que deu a entender, o meu Mongol está um bocado enferrujado): "Serei o que os meus pais quererem que eu seja, porque foram eles que me puseram no mundo".
E penso nisto enquanto discuto com a minha filha por esta só querer roupa de marca.
(Outro pastor, pai de duas filhas, apresentava uma curiosa dualidade. Ele tinha andado na escola mas depois tornou-se pastor, para ser fiél à tradição. Mas para as filhas preferia que prosseguissem os estudos para depois irem para a Cidade. Como nós dizemos, ou à moralidade ou "comem" todos.)
105. Gorou-se
Ou seja, podemos contar 10% de mentiras e mesmo assim ser prémio Nobel da Paz, o que não diz muito da idoneidade da instituição.
sexta-feira, outubro 26, 2007
104. As sete mentiras de Gore
Até aqui tudo bem e é muito louvável a iniciativa - com um pormenor de requinte: o mesmo Ministério reconheceu a existência de 7 erros científicos no mesmo filme, os quais vão ter de ser explicados no momento de visualização.
Ou seja, a dita "verdade" apresenta sete "inconvenientes" mentiras.
103. Crítica Literária, by Markl
Quando cheguei à parte do Nº do artigo do Iva já estava a rir sozinho dentro do carro. A fazer uma bonita figura de urso à custa do Sr. Markl.
domingo, outubro 21, 2007
102. Anedota Doméstica
De manhã, estava eu num momento "All Bran" na sanita da casa de banho pequena, quando ouço a minha filha a pedir para fazer xi-xi. Estava completamente à rasca, e eu a meio do serviço.
Foi então que o talento da minha mulher para o desenrascanço veio ao de cima, numa frase que vai ficar para a história da família:
"Espera fofinha, que a mamã vai pôr a sanita..."
(Fiquei sempre a imaginar o que os vizinhos ficariam a pensar ao ouvir isto ... )
101. Trilogia
A razão, no entanto deve ser outra, completamente diferente. Os primeiros três filmes eram baseados no livros de Ludlum, que entretanto faleceu. Os dois livros seguintes foram escritos por um seguidor do estilo de Ludlum, mas que começou por mandar Matt Damon para o desemprego logo no quarto livro da série "The Bourne Betrayal", ao começar a acção com um David Webb/Jason Bourne 14 anos mais velho...
Só espero que mantenham a mesma frieza na acção que foi a tónica dos três primeiros filmes...
100. Festival da Canção
Aquilo parece um festival de cromos, anacrónico e fastidiante até à medula. Estamos em 2007, senhores. Ninguém vê aquela porcaria.
Actualizem-se, porr...
99. Covilha
No outro dia ouvi na rádio uma notícia sobre os problemas encontrados pelo Sr. Sócrates na "Covilha". Sabendo que ele é original da Covilhã, fiquei a pensar que a dita "Covilha" fosse uma aldeia qualquer, mas não. O nosso amigo da rádio comeu o "til" com a mesma voracidade com que a apresentadora do Festival da Canção acrescentou em directo um acento circunflexo ao nome da cidade de Aveiro, ficando "Avêiro".
Comilões.
98. No país do chocolate
Quando os alunos se convencerem de que não estão ali à espera do grande dia em que possam sair da escola, quando as politicas ministeriais se adequem ao que têm de ensinar, poderemos ter uma grande confiança no futuro.
O programa que mais me chocou (no bom sentido), mostrava uma escola da Suiça (pelo menos creio que era na Suiça - para o fim deste post, não interessa minimamente a sua localização). Nesta escola não havia livros escolares. Os alunos contruiam eles próprios os livros à medida que as matérias eram dadas. E o interessante era que as diferentes disciplinas eram coordenadas de forma a darem todas aspectos diferentes da mesma matéria. Ou seja, numa semana os alunos davam tópicos da mesma matéria nas várias disciplinas, conseguindo assim um grau muito maior de sucesso na aprendizagem do que quando as coisas são metralhadas para o quadro negro.
Claro que esta filosofia não agradaria minimamente aos patrões da Porto Editora... :)
sexta-feira, outubro 19, 2007
97. Queimadas
Ou seja, o Português acha que uma coisa, só porque deixa de ser proibida, pode (e deve) ser feita, à custa do bom senso.
Pensem, meus senhores, pensem. Ou o vosso grau de dependência do Estado é tal que é obrigatório que este decida por vós, indicando o que é proibido sobre determinado assunto? Isso é o que é necessário fazer às crianças, mas assim que ganham alguma maturidade deixamos de precisar de o fazer.
quinta-feira, outubro 18, 2007
96. Rebobinadores de cassetes
Pertenço no entanto à estranha categoria dos homens que gostaria de ter um. Isto porque tenho um conjunto de cassetes grandes que não quero desperdiçar, mas o meu video está com problemas. Para já não consegue rebobinar em modo normal, nem passar para a frente, porque senão pára. Só funciona o play, o rebobinar em modo rápido e o passar para a frente. Qualquer outra combinação, incluindo o parar, tem como efeito o bloqueio do video e consequente necessidade de desligar e voltar a ligar.
domingo, outubro 14, 2007
95. Controvérsia Proverbial
E digo confusão porque é suposto serem exemplo de sabedoria antiga, e no entanto são contraditórias.
Senão vejamos os seguintes exemplos:
"Grão a grão enche a galinha o papo"
"A pressa é a inimiga da perfeição"
"Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar"
Que contradizem com:
"A sorte persegue os audazes"
"Quem não arrisca não petisca"
Com que é que ficamos? Hem? Arrisco ou não arrisco?
94. Noite da má língua
Júlia Pinheiro, Miguel "MEC" Esteves Cardoso, Rui Zink, Rita Blanco e Manuel Serrão.
Façam um favor ao país.
Voltem!
93. Bicicleta
E no fim deixamo-los sozinhos e ver a rapidez com que começam a andar é uma sensação muito boa, de missão cumprida.
Afinal é para isso que os pais existem, para darem aos filhos as ferramentas suficientes para se safarem sozinhos.
92. Os tomates da Maria
Falava de um jovem que tendo perdido um testículo perguntava como podia saber se o testículo que lhe restara era o que fazia "meninos", ou "meninas". Sim, porque homem que é homem só quer ter filhos "homem".
Há coisas estúpidas, não há?...
quinta-feira, outubro 11, 2007
91. Cláudia (Parte II)
Ora como o filme acabou de estrear, isso só significa que o pirralho teve acesso a uma cópia pirata do filme, pelo que não é um comentário muito inteligente, em especial quando é acerca do filho do nosso patrão, e ainda por cima estamos numa das rádios mais ouvidas em Portugal.
90. Histórias da vida de um informático (Parte 1)
Telemóvel
Na primeira história estavamos de volta de um conjunto de máquinas, ocupadissimos, quando aparece um tipo de mau aspecto a perguntar se queriamos comprar qualquer coisa que tinha na mão. Era um telemovel, ou melhor, a parte do punho de um daqueles sistemas antigos que se instalavam nos carros.
Frigorífico
Pouco tempo depois, alguém por brincadeira decidiu abrir a porta do frigorífico que estava dentro da secção técnica. Revelou-se uma péssima ideia, por dois motivos: primeiro, o frigorifico estava fechado e desligado à dois anos. Segundo, alguém se tinha esquecido de um queijo dentro do frigorifico. O cheiro que deitou é impossível de descrever. Só digo que é muito boa ideia a de enterrar os nossos falecidos...
Putos irritantes
Um fim de tarde fui a casa de um cliente configurar o messenger de forma a que o pai separado pudesse falar com os filhos. Ainda era no tempo das ligações analógicas, que demoravam uma eternidade em estabelecer ligação e que depois nunca mais se despachavam. Naquele dia, além de ter de lutar com uma ligação lenta, esta estava sempre a ir a baixo. Só algum tempo depois é que descobri a causa - os putos estavam a a divertir-se a desligar o cabo da linha telefónica...
Música
O meu patrão dessa altura pediu-me para ver dois problemas gravissimos. O primeiro era um problema na placa de som de um computador de uma loja de roupa, usado entre outras coisas para passar musica na loja. O problema é que as musicas "saltavam", ou seja, colocavam na primeira musica e a seguir passava para uma musica qualquer. Problema complicado - tirei o player do modo "random" (aleatório) e segui caminho.
Parei depois na casa (ou melhor, num casebre sem condições nenhumas) onde estava o computador e a dona que se lamentava que o leitor de cds não funcionava bem - só passava 10 s de cada música. E eu ali, lixado da vida por ter feito quilómetros por causa de uma opção do leitor de Mp3, e depois por ter feito mais quilómetros por causa do modo "scanning" de um leitor de CDs, modo esse que só passava 10 s de cada musica e avança para a próxima.
Virus
Em 1995 estava em Lisboa, ao serviço de um Organismo do Ministério da Saúde. Nessa altura, os computadores ainda não estavam em rede e tudo funcionava por disquete (ainda sou do tempo de instalar o Office 4.3 que vinha num conjunto de 35 disquetes - ou talvez mais - viviamos no terror uma falha numa das últimas disquetes que atirasse para o lixo uma hora de árduo trabalho).
Um belo dia fui à Direcção Regional para uma visita de rotina, levando um anti-virus numa disquete. Verifico que todos os computadores tinham virus, pelo que passei a tarde a tirar os vírus, e a passar de computador para computador ficheiros para substituir os ficheiros corrompidos pelos virus. No fim do trabalho as máquinas estavam limpas, os anti-virus instalados. Saí de lá cansado mas com a sensação de dever cumprido, sensação essa estragada pelas notícias do dia seguinte. Pelas palavras do Sub-Director do Organismo, o Sr. Engenheiro (moi même) estava proibido de entrar com disquetes na Direcção Regional, em virtude de estar a colocar virus nas máquinas. Virus que estes senhores sempre tiveram mas que desconheciam pelo facto das máquinas nunca terem visto a porcaria de um anti-virus nas suas curtas vidas digitais.
quarta-feira, outubro 10, 2007
89. Gatices
O que torna este episódio histórico, é o facto de quatro jovens Portugueses terem usado o nome da música de Phoebe para dar nome aquele que viria a ser o quarteto humorista mais famoso de Portugal.
88. Sensibilidade na língua
Ora as palavras com que afirmou este facto são, no mínimo, mórbidas. Disse ele que "em 2006 ficaram por morrer 800 pessoas". Ou seja, estas 800 pessoas ficaram em lista de espera e terminariam a sua existência no decorrer do ano 2007, ao abrigo do programa de combate às listas de espera...
:)
87. Más conselheiras
1º- Deixa de jogar bola e vai estudar para poderes ter um futuro !
(Mãe de Cristiano Ronaldo)
2º- Pára de gritar !!!!!
(Mãe de Luciano Pavarotti)
3º- Deixa de brincar com essas máquinas ou nunca terás nada na vida !
(Mãe de Bill Gates)
4º- É a última vez que riscas as paredes DA Casa de banho !
(Mãe de Michel Angelo)
5º- Pára de bater na mesa, estou cansada desses ruídos !
(Mãe de Samuel Morse)
6º- Fica quieto de uma vez, daqui a pouco vais querer dançar nas Paredes !
(Mãe de Fred Astaire)
7º- Nada de igualdades, eu sou a tua mãe e TU és o meu filho !
(Mãe de Karl Marx)
8º- Pára de mentir, TU pensas que estares sempre a mentir te
vai Ajudar a conseguir ser alguém na vida ?
(Mãe de José Sócrates)
terça-feira, outubro 09, 2007
86. Pavor
Cláudia Semedo é a nova voz do programa da manhã da Antena 3. É extremamente simpática, mas não tem presença comparável às restantes locutoras, nomeadamente a Raquel Bulha e a Ana Galvão. O timbre da voz dela é desagradável e as suas tiradas histéricas levaram-me já a fazer o impensável, mudar para outra estação de rádio durante o programa da manhã.
Para quem não conhece a Cláudia, era a apresentadora do programa Mega-Ciência e apareceu semi-nua num dos últimos filmes portugueses.
Agora é a nova voz da Antena 3. E enquanto ela lá estiver, vou procurar outra rádio, para salvaguardar o resto da minha inteligência e, principalmente, os meus ouvidos...
85. Educação
Alguém disse uma coisa interessante na Antena 3, coisa essa que não vou conseguir reproduzir na íntegra devido ao meu estado precoce de "Alzheimerização". Mas rodava tudo à volta do estado actual da educação e da falta de respeito que os alunos tinham pelos professores de agora, respeito esse muito diferente do que tinhamos alguns anos atrás.
A ideia de fundo era que os pais esperavam que a escola ensinasse algo diferente do que os putos aprendem em casa. Os professores esperam exactamente o mesmo, mas principalmente esperam que os pais tenham ensinado os valores essenciais, coisas simples como o respeito, por exemplo. Como os pais não têm tempo e delegam esse ensinamento aos professores, os míudos acabam no meio de uma guerra, aprendendo coisissima nenhuma de útil, e principalmente, não aprendendo a coisa mais essencial de todas: o seu lugar na sociedade.
84. Passividade activa
Deixei de fumar aos seis anos quando um tio me enfiou um cigarro na boca. Tomei a decisão na hora de abandonar o tabaco, e consegui chafurdar pelos atribulados anos da adolescência sem sentir necessidade de fumar.
No entanto, reconheço o direito das pessoas ao vício. Não entendo as restrições impostas nos Estados Unidos, onde nem na rua se pode fumar. Considero isto um extravangante exagero político, de quem não sabe que o fruto proibido é de longe o mais procurado, principalmente pelos putos.
Os árabes é que têm razão, com os seus cachimbos de água. Aquela porcaria não polui absolutamente nada - dá é um trabalhão para meter no bolso... :)
domingo, outubro 07, 2007
83. Sharon Stone
Nunca vou esquecer esta cena do filme Atracção Fatal, porque está ligada aos meus tempos da Universidade, e do espírito de camaradagem que se vivia então. Tinhamos uma espécie de tertúlia cinematográfica, assistiamos em grupo aos filmes, discutiamos as cenas mais interessantes, bem como aquelas falhas ou inconsistências que só os mais atentos descobriam. Eu, por outro lado, não ligava a isso hipnotizado pela história ou pela acção - pouco importava se se viam os cabos nas cenas de acção, ou se o actor aparecia com outra roupa na cena seguinte.
A ida ao cinema mais interessante foi para ver o filme Atracção Fatal, porque se juntaram no átrio dois grupos, que decidiram comprar os bilhetes ao mesmo tempo. Ao todo eramos 16, pelo que ficamos todos na primeira fila, mesmo junto à tela. Com visão perfeita sobre todos os poros da pele da actriz...
E só posso dizer que realmente, a Sharon é muuuuuito interessante. ... :)
82. Feeling SIC...
Os meus parabéns a quem teve a ideia de celebrar esta ocasião com um desfile de circo televisivo à boa maneira Americana, deram-me mais um motivo para desligar a televisão...
81. Braga, Harry Potter e os Simpsons
Além do resumo histórico e sócio-cultural, somos brindados por um conjunto de curiosidades que me aguçaram o apetite.
O primeiro tinha a ver com o facto de que existia nos livros da saga Harry Potter uma equipa de Quidditch chamada "Braga Broomwitchs", ou seja, as Vassouras das Bruxas de Braga. Isto pareceu-me estranho, porque, tendo lido os seis primeiros livros nunca encontrei menção nenhuma a este facto, pelo que pensei que fosse uma valente tanga.
Mas afinal sempre existia uma referência a esta equipa no livro "Quidditch através dos tempos", lançado pela mesma autora. Ao que parece a equipa Portuguesa de Quidditch tem realmente este nome, como que a gozar com o facto de ser a cidade com mais padres por cm2. Já que a autora passou alguns anos no Porto, tendo inclusivamente sido nesta cidade que deu à luz a sua filha, teria tido mais lógica chamar a equipa de "Porto Broomwitchs", mas conhecendo a sua biografia como conheço, não deve guardar grandes recordações desta cidade. Portanto, um ponto a favor de Braga...
A outra curiosidade tinha a ver com os Simpsons. Dizia o artigo que no vídeo promocional do episódio 20 da 18ª série apareciam coordenadas geográficas da lendária Springfield, que coincidiam com as coordenadas geográficas de Braga. Já vi este episódio de trás para a frente e não vejo coordenadas em lado nenhum, pelo que aqui sim, estamos perante uma VT.
"Valente Tanga".
sábado, outubro 06, 2007
80. Fados
Não é uma questão nacionalista, mais um desabafo - de certeza que vou ver o filme e aplaudirei o sr. Carlos se gostar do resultado final.
Afinal, um dos filmes favoritos sobre música é o Buena Vista Social Club, realizado por Wim Wenders. E se este filme servir para levar a nossa música mais além, fantástico.
O sr. Wim Wenders também já trouxe muita gente a Portugal com o seu filme "Lisbon Story", que girava à volta dos Madredeus.
79. Camacho
O futebol é realmente um mundo muito complicado...
78. SMS (parte 3) ...
Recebi um novo sms do mesmo puto que me mandou o sms para o meu telefone. Dizia algo que me deixou completamente intrigado:
claro
Estará doente? A desperdiçar vogais desta maneira? Não seria antes "clr"?
Fiquei preocupado. Estive quase para lhe mandar um sms, mas não sei comunicar desta forma. Os ingleses chamam-lhe "generation gap"...
77. O mundo (também) está doido
Deve ser interessante ser advogado nos Estados Unidos. Entro numa loja, tropeço nas pernas do meu filho e parto uma perna. Depois peço uma indemnização de muitos milhares ao dono da loja e ganho (isto aconteceu na realidade).
Há alguns anos mandaram-me um mail com processos estúpidos como este da Apple. A fulana pediu 1 milhão de dólares por uma alteração de política comercial da qual muitos outros consumidores beneficiaram, mas aquela senhora quer uma compensação de 1 milhão de dólares pelos danos morais de ver outro cliente a comprar o mesmo equipamento por menos 200 dólares. Foram 68 dias, portanto 14 705 dólares por dia. Mais do que ganha o Sr. Figo e companhia.
No tal mail, o caso que ganhou o consurso dos casos mais estúpidos, estava o dono de um carro que ligou o cruise control e foi para o banco de trás do veículo. Como é óbvio, na primeira curva o carro despistou-se e o cliente decidiu processar a empresa por não ter indicado no manual que era obrigatório ter as mãos no volante.
Ou seja, o mundo está doido...
terça-feira, outubro 02, 2007
76. O País está doido
De facto, o país está doido. Mas não é de agora e já não deve ter cura.
http://www.youtube.com/watch?v=3SFwLNA8Ceo&mode=related&search=
Se tiverem um minuto livre, leiam os comentários que o povinho internauta andou a semear no You Tube sobre este assunto.
E já agora, malta, importam-se de não meter tantos vídeos iguais, só para mostrar que sabem usar o botão de "upload"? Normalmente um chega, obrigado...
segunda-feira, outubro 01, 2007
75. Milagre de Fátima
Porque dos outros milagres guardo uma atitude mais crítica. Respeito a fé das pessoas, porque nos tempos que correm temos de nos agarrar a qualquer coisa, mas não subscrevo a atitude geral. Muito menos depois de ter lido um dos livros da Irmã Lúcia - um autêntico panfleto anti-comunista, estranhamente concordante com a linha de pensamento do antigo regime.
domingo, setembro 30, 2007
74. Fica bem, Benfica, fica bem...
73. SMS (Parte 2)
Ola kapact td bem kntg?Ja andx n excol?Mek
O que acho fantastico é saber utilizar a pontuação e a Maiuscula no ínicio das frases. O mundo ainda nao está perdido (mas anda lá perto)....
quarta-feira, setembro 26, 2007
72. Petro-doláres
Fiquei sem palavras. Snif... E ganha o Sr. Presidente o que ganha para vir a público dizer estas baboseiras. Contratem-me a mim, senhores do Conselho de Administração da GALP, que levo de certeza menos e com mais imaginação nas baboseiras.
Faz-me lembrar o Director Geral de um organismo para o qual trabalhei, e que foi dizer para a televisão que os fumos que saiam das chaminés das incineradoras dos resíduos hospitalares eram brancos "Brancos mais brancos não há!", afirmou ele, imitando um reclame de um detergente muito em voga na altura. Tenho que verificar se não estaremos a falar da mesma pessoa...
terça-feira, setembro 25, 2007
71. Exorcismo dos fantasmas do Liceu
Pelo que lá passei, creio que só existem três tipos de alunos.
Os primeiros são os chamados arruaceiros. Tipos de vivem o Liceu apenas para provocarem os outros e testarem os seus limites (como a força dos seus punhos e a resistência dos seus narizes).
Na maior parte das vezes terminam delinquentes.
Os segundos são aqueles que têm algum estilo e que não se metem com os outros. A vantagem destes é que os ditos Arruaceiros não se metem com eles. Na maior parte das vezes transformam-se em funcionários públicos.
Os terceiros são aqueles que não ligam nenhuma ao estilo, nem têm vontade nenhuma de se meterem em confusões. Invariavelmente são chamados totós. Na maior parte das vezes são gente talentosa, podre de rica (eu sou a honrosa excepção - infelizmente).
Enquadrando-me no terceiro grupo, nunca consegui compreender os tipos do primeiro grupo. Não entendia o fascínio que tinham em provocar os professores. Lembro-me que um dia colocámos uma minhoca na fechadura da sala. Não contentes com a façanha, alguém achou por bém pegar-lhe fogo com um isqueiro.
Outra vez pegaram em gafanhotos e deitaram-nos na sala de aula (esta teve alguma piada).
Os recreios tornavam-se invariavelmente um tormento. Pegavam por exemplo, no facto de eu não dizer palavrões. Era um ponto de honra e mantive-o, mesmo quando eles me metiam abelhas pela t-shirt dentro. Hoje em dia digo palavrões com fartura, e gosto dessa liberdade que aprendi na Universidade (isso e a cerveja).
E se isso era assim nesse tempo, onde ainda havia algum respeito pelos professores, imagino agora, quando o professor tem a autoridade de um boneco de trapos.
Tenho portanto um dilema. A minha filha está a terminar o 4º ano do chamado Ensino Básico e vejo a situação da educação no nosso país crítica.
Primeiro temos as estruturas do ensino. Cada vez mais se fecham escolas que obrigam a concentrar os alunos em escolas mais afastadas. Não vejo é como isto pode melhorar a situação dos professores no desemprego nem a desertificação das zonas interiores. Só espero é que alguém tenha pensado bem nos problema de transportes.
Em segundo lugar temos um professor com pouca formação para lidar com os jovens acelerados de hoje e fazer notar a sua autoridade. Os professores têm vínculos precários, sentem-se desprotegidos. Tudo isto gera stress que só piora a situação.
Em terceiro lugar temos os programas extremamente extensos. Ainda agora vi o livro da minha filha que tinha conteúdos ao nível da Saúde que se dava no 9º ano. Para quê?
É preferível haver programas menos extensos - quem quer ter conhecimentos específicos numa determinada área tem os cursos profissionais ou a Universidade. Não há necessidade nenhuma, a meu ver, de carregar os jovens desta forma.
A vantagem de haver programas menos extensos era o facto de se poder dar melhor áreas chave.
Existem dois grandes problemas na escola. Dois problemas crónicos - a Matemática e o Português.
A Matemática é um conhecimento contínuo, uma aventura, não um conjunto de fórmulas que se mete numa cábula. Um dia dei explicações a uma vizinha. Aliás, dei UMA explicação a uma vizinha sobre um determinado assunto da matemática. Mas aquilo que lhe disse foi como estruturar o seu pensamento para chegar à solução. Ainda hoje ela disse que aquilo que tinha dito tinha sido importante na forma como via a Matemática.
O Português é outro quebra-cabeças. Não adianta tentar ensinar os Lusíadas ou os Maias a quem não consegue escrever duas linhas. Não ajuda os crânios do Ministério quererem mudar tudo de um momento para o outro com a tristemente célebre TLEBS (Terminologia Linguística para o Ensino Básico e Secundário). O problema não é esse. É como ensinar Cálculo Diferencial a crianças de 10 anos.
E depois, quem não se dá bem com o Ensino, opta invariavelmente pelo ensino Profissional. Onde vão parar alunos que, sabendo que podem sempre optar por essa via, não se esforçam para conseguir as mínimas bases. Os professores do Ensino Profissional, apanham com dois tipos de alunos diferentes: aqueles que deixaram o liceu e que sem bases nenhumas optam pela via mais fácil, e os que querem começar a trabalhar rapidamente, e que querem, genuinamente, aprender.
Porque é a chave de todo o processo - os nossos filhos estão ali para aprender. Não são o tubo de ensaio de meia duzia que definem as linhas mestras da educação. Não merecem ter confusões todos os anos com os concursos, não merecem ter professores desmotivados. Não merecem passar de ano sem estar bem preparados.
E nós, enquanto pais, não merecemos tanta incerteza no futuro dos nossos filhos.
70. Não há (dois) sem três
O problema é que enquanto no caso do Filipe tudo é genuíno, as nossas duas amigas do You Tube estão rodeadas de alguns mistérios.
O primeiro é, se as duas têm pelo menos o pai ou a mãe de nacionalidade Inglesa, porque têm nomes completamente portugueses as duas? Se só cantam em Inglês, se dizem estar em Inglaterra, se dizem ter progenitores com as duas nacionalidades, porque é que só têm nomes portugueses?
Depois existe um facto relatado num blog brasileiro. Pelo que eles afirmam, alguém no You Tube está a vigarizar as votações e as contagens de visualizações dos videos. Mas isto pode ser apenas a chamada dor de cotovelo, porque as duas míudas estão a ter um sucesso fantástico.
É só procurar Mia Rose no YouTube. E chorar por mais...
segunda-feira, setembro 24, 2007
69. Tugas por aí
Dois casos disso: Filipe Morato Gomes e Ana Gomes Ferreira.
Do primeiro já falei neste blog. Deixou o emprego que tinha como programador e lançou-se como viajante independente e correspondente da coluna Fugas para o jornal "O público". Passou catorze meses na estrada, partindo do Porto, atravessando a Ásia, Oceania e América. No fim voltou ao Porto, como se de um verdadeiro porto de abrigo se tratasse e colocou tudo num livro emocionante onde reune fotos e textos sublimes.
Mais do que um simples livro de viagens, onde se retrata o que se viu no caminho, Filipe retrata as almas das gentes - o ambiente simples de uma família da Mongólia, a luta de um homem cujo trabalho é desminar campos com os pés, o suor dos mineiros Bolivianos, a dor dos familiares das vítimas do Tsunami.
Em cada paragem, a procura incessante de um ponto de internet para o envio das suas crónicas e fotografias.
Vinda da Internet, temos Ana Gomes Ferreira, Portuguesa de 19 anos a viver na Inglaterra e cujos vídeos estão entre os mais populares do You Tube. A sua voz e uma viola. Simples e sincero. Vi um video à menos de meia hora e achei importante incluí-la aqui.
São dois viajantes que decidiram sair do ninho e ir mais longe. Afinal, uma fronteira é apenas uma linha no mapa da vida.
domingo, setembro 23, 2007
68. Adeus, Pedro
Devido a um problema de saúde, Pedro Alpiarça estava desempregado. Um tratamento com base em cortisona agravou-lhe o estado depressivo, tendo-se suicidado na semana passada, atirando-se de um quinto andar do hospital Stª. Marta, em Lisboa.
Quando é que o estado Português acorda para a necessidade de proteger os artistas nacionais, que não fizeram outra coisa do que seguir o seu talento? Bastavam 500 metros do TGV para garantir todos os artistas portugueses por três gerações...
67. O terceiro mamilo de Silvia Alberto
Mas pronto, foi bom ver tanto talento reunido, desde os músicos aos bailarinos, passando pela apresentadora e pelo júri. Em relação à edição anterior da operação Triunfo, notei um maior respeito pelos jovens talentos - já é dificil estarem alí a abdicar de tanta coisa para serem achincalhados em directo.
Chamou-me a atenção a bracarense Sara, que abdicou do segundo ano de medicina para estar alí e seguir o seu Sonho. Como recompensa o júri mandou-a para casa, sendo posteriormente "repescada" pelo público. Um pormenor - era talvez o único elemento que não tinha os pais no público.
Porque se trata de um sonho. Talento já têm. O vencedor do concurso leva para casa um valor em dinheiro e a gravação de um disco.
E mesmo que ganhem, mesmo que se tornem músicos profissionais, vão ter de viver no meio artístico nacional. Sendo músicos é possível que, fazendo as escolhas correctas, se safem, mas não é um caminho fácil.
sábado, setembro 22, 2007
66. Futebolito-tuga
Eu, que não sou nem nunca fui um adepto atento, tenho outra opinião. Todos os jogos à excepção do Leiria e do Porto, foram perdidos pela margem mínima, com golos sofridos nos últimos momentos da partida. Nenhuma equipa sofreu aquilo que se denominava de "humilhante derrota", mas deram luta que os adversários não esperavam. Estivemos muito perto de vermos os gigantes europeus a cairem aos pés dos tugas, muito menos habituados a jogar aquele nível por força do Campeonato Português ser declaradamente "pobrezito".
Portanto, fizemos uma boa figura, demos luta aos melhores, não merecemos o epíteto de "semana negra". Afinal, "quase" fizemos um brilharete...
É pena que no futebol só o resultado final conte. Não interessa que os nossos rapazes tenham jogado bem durante 89 minutos. O que interessa, o que fica nas estatísticas, é aquele minuto em que o outro jogador adversário consegue a proeza de encontrar o buraco aberto para a baliza.
65. Poesia higiénica
"Descubra o prazer de uma textura cremosa, untuosa e fundente."
Com tanta poesia, não ficarei minimamente surpreendido se vir uma estrofe dos Lusíadas numa embalagem de sabonete...
terça-feira, setembro 18, 2007
64. A Norte nada de novo
Vive-se um clima de tensão, muita gente sente receio infundado de encontrar a polícia, como se algo muito profundo na nossa sociedade, revelando uma incompatibilidade histórica com a autoridade. Se não devemos não tememos, mas tememos esquecer-nos de algo que um polícia menos compreensivo pode pegar. Vivemos num país de regras, tantas que duvido que haja alguém que as saiba todas, tal como duvido que haja alguém que as cumpra na íntegra - mesmo os próprios legisladores.
Não nos podemos esquecer que a autoridade existe para manter a ordem e fazer cumprir as leis, as mesmas leis que fazem com que a sociedade funcione.
Dizem as más línguas que a estranha afluência policial em Monção se devia ao facto de um dia antes um condutor ter agredido dois agentes numa operação stop. Depois de ter abalroado o carro da patrulha e depois dos GNR terem ido atrás dele. O fulano era de tal forma que foram necessários seis para resolver a questão.
63. Teimosia selvagem
Costumavamos ir para uma praia pouco frequentada nos Pisões. Era um sítio calmo, conhecido apenas pelos pescadores. Naquele ano eu e um dos meus cunhados apontámos um determinado fim-de-semana para levar as tendas e passar lá a noite. Depois de muitos planos, chegou o dia e vimos que estava um bocado de vento, mas nada que impedisse a aventura - afinal tinhamos preparado aquilo há tanto tempo que não seria uma "brisazita" que iria estragar tudo. Afinal, o tempo poderia melhorar de um momento para o outro.
Animados por este pensamento, lá fomos. Dois carros, duas tendas, duas crianças e quatro adultos (dizem as más línguas que eram na realidade seis crianças, mas isso é outra história).
Chegámos, e começámos de imediato a montar as tendas. A famosa "brisazita" tinha-se transformado em temporal que ameaçava levar tudo pelos ares, deformando as tendas e obrigando-nos a por pesos em tudo o que poderia voar. Pusemos os dois carros ao lado das tendas para abrigar alguma coisa do vento e passámos uma boa meia hora a estender um oleado por cima das tendas, para proteger do sol do dia seguinte.
Passo seguinte, fazer o jantar - frango de cabidela. Fabulosos esforços da minha cunhada para impedir que o lume se apagasse no meio do vendaval. E nós ali no meio do vendaval, esfomeados, cansados pela luta contra o vento, tentando esquecer o frio e o vento que batia contra as tendas e tentava levantar o oleado.
Pensavamos todos que o pior tinha passado, mas a natureza é imprevisível. A cerca de um quilómetro, por trás do monte que ficava por trás da estrada nacional começava um incêndio.
Lembro-me de ouvir o meu cunhado comentar "aquilo nunca chega cá". Mas o fumo passou a chamas que desciam o monte, puxados pelo veto que soprava na nossa direcção. Mesmo assim decidimos ficar, à espera do pito.
Só ficámos realmente assustados quando o fumo começou a ir todo na nossa direcção. Nessa altura desmontámos de qualquer maneira as tendas que tinhamos demorado quase uma hora a montar. Dobrámos o oleado, o que seria uma operação simples se o vento não tentasse transformá-lo numa vela negra. Para o impedir a minha mulher pôs-se cima do oleado, que mesmo assim, e numa rabanada mais forte a atirou ao ar, aterrando a dois metros de distância (a bem dizer, foi o baptismo de vôo - e ficou com nódoas negras para o provar...).
Depois de tudo arrumado à pressa nos carros, a minha mulher pôs o panelão da cabidela ainda a ferver entre as pernas e fugimos em direcção a Amares.
Prólogo
No fim de semana seguinte o meu cunhado voltou a essa praia, constatando que o fogo tinha galgado a estrada e chegado ao sítio onde nós tinhamos tentado acampar.
Ou seja, até mesmo no campismos selvagem, o crime não compensa...
domingo, setembro 16, 2007
62. Chocolate
A razão era simples. Era o aniversário do funcionário. Cega de amor, a esposa tinha decidido enviar uma barra de chocolate para ele. Em vez de "cega", podemos mudar para "mentalmente paralisada", porque, se em vez de uma barra de chocolate tivesse enviado uma bomba, duvido que os estragos fossem menores.
Pelo menos na minha reputação.
61. Golfinhos nas dunas (parte 1)
Na minha adolescência passava o mês de Julho em Ofir. Tinha uma boa praia, com um bom pinhal. Andava quilómetros na praia.
Depois passaram-se anos sem lá ir. No outro fim de semana, aproveitando o facto de o tempo de Setembro estar o que Agosto não esteve, resolvemos ir para lá.
Depois do almoço, para digerir a humilhação de ter sido roubado no restaurante, fomos dar um passeio pela praia, em direcção à foz. A meio do caminho resolvi mostrar o estuário, pelo que atravessámos as dunas e percorremos a passagem de madeira até ao miradouro. A vista devia ser fantástica, não fosse a porcaria do nevoeiro que teimou em ficar todo o dia.
Depois voltámos para trás, saímos da passagem de madeira (o que não deve ser permitido, mas pronto) e atravessámos as dunas em direcção à praia. A meio caminho estava um cadáver de um animal, já em esqueleto, que a Manuela identificou como sendo uma gaivota e seguiu caminho para a praia, com as crianças.
Eu fiquei. Gaivota uma ova... O esqueleto tinha cerca de metro e meio, o crâneo terminava em bico, com vestigios de dentes a meio, a coluna vertebral estendia-se até ao fim, com vértebras finas e pouco espaçadas.
Identifiquei-o como sendo uma cria de golfinho, que deve ter dado à costa e que alguém puxou para a duna.
A cinquenta metros uma família com crianças estava deitada ao sol.
Em que país estamos quando uma coisa destas se deixa estar a apodrecer ao sol, numa zona frequentada por banhistas? Já tirei o número da capitania do porto de Viana do Castelo, e vou ver o que respondem.
60. Ambulância
Esta é a noticia tal como está no site da TVI. Desta forma é fácil acusar a BT. Os factos estão todos contra eles e desta forma é fácil manipular a opinião pública.
Mas os outros jornais online contam outros factos que a TVI omitiu por desconhecimento ou por achar irrelevantes. O principal é o facto do relatório da BT apontar para 7 minutos o tempo entre a operação stop e a entrada no hospital - tempo bastante razoável, na minha opinião de conhecedor da estrada em causa. Depois aponta para a morte do senhor para uma hora e meia depois de ter dado entrada no hospital.
Ou seja, alguém mente quanto aos tempos em que esteve retida a ambulância.
Um último facto que a TVI omitiu: a ambulância não tinha suporte de vida. Ou seja, com ou sem paragem "forçada", um doente com problemas cardíacos nunca deveria ser transportado naquela ambulância, e o simples facto de o ter feito é sinal de desespero e uma boa métrica para o estado da saúde neste país.
59. Anedota S1
"Um homem encontra outro que estava a fazer um peditório. Ao que parece, Socrates tinha sido raptado e os raptores estavam a pedir o resgate, caso contrário regavam-no com gasolina e ateavam-lhe fogo.
- E quanto é que costumam dar? - perguntou o primeiro.
- Bem, - respondeu o segundo - entre 5 a 10 litros...
"
terça-feira, agosto 28, 2007
58. Haka vs hino
Ontem Portugal levou uma senhora abada no rugby frente à toda-poderosa negritude dos "All Black", e terminou com um sorriso nos dentes, depois de ter feito o seu melhor com extremo fair-play.
Não ligo muito a desportos, mas ontem queria realmente ver o desafio, mas como só passava na Sport TV, a uma hora ingrata (meio-dia), decidi-me a ouvir o relato na rádio, na minha ignorância - estava convencido que era um momento histórico e que pelo menos uma rádio neste país tentaria fazer o relato. Mas não. Só se ouvia música pimba, notícias e discos pedidos.
Entretanto o seleccionador de futebol mostra que não sabe dar murros no canal público e o país pára.
Isto não é forma de tratar a rapaziada da bola "não redonda".
Felizmente há o youtube para ver o hino e a haka, pelo que recomendo vivamente que entrem no youtube e pesquisem por "All Black Portugal".
Só para desenjoar.
57. Rejeição binária
"Você não recebeu nenhum e-mail! Nossos servidores estão se sentindo rejeitados."
Não deixa de ser simpático, mas caros programadores da Google... amigos... deixem-se disso. Um pouco de sexo não faz mal a ninguém, muito pelo contrário. Os próprios médicos dizem que é bastante salutar.
Por isso, e como se diz em bom inglês:
"Get a life!".
sábado, julho 21, 2007
56. Black and White Blues
Vim a saber que o expectáculo se repetiu durante anos, a mesma rua, o mesmo fio, só deus sabe se as mesmas andorinhas (duvido muito que elas próprias se distingam entre sí, pelo que imagino o forrobodó na altura da procriação - machos ou fêmeas deve marchar tudo...). Chamaram as televisões, mas nenhuma achou o espectáculo suficientemente interessante. Afinal não havia sangue, nem raptos, nem ninguém tinha sido enganado. Eram apenas milhares de andorinhas pousadas no mesmo fio.
Agora tudo acabou, por causa do progresso. O homem do talho comprou uma máquina de limpeza que faz muito barulho e elas nunca mais voltaram.
Ou seria do aquecimento global?
quinta-feira, julho 19, 2007
55. Terra pequena
Desconhecida por muitos, esta terra é conhecida por três coisas: o vinho, o Salazar e o Serial Killer. Do vinho e do Salazar está tudo dito. Há quem goste, há quem não goste, há quem diga que fez bem, outros dizem que não cai bem. Mas aquilo que realmente queria falar aqui era sobre o Serial Killer que está a ser julgado na Figueira. Uma coisa é vermos estas coisas na televisão, outra completamente diferente é vermos o irmão de uma das vítimas e falarmos com pessoas que conheciam bem o presumível assassino.
Pelo que me contaram, a seguir ao assassinato da última rapariga, o ex-cabo da GNR foi a Fátima a pé. Pelo que disse uma das mulheres que integraram o grupo, ele estava todo arranhado na cara e passou algum tempo a esconder a mesma com um saco. Pelo que disse esta senhora, volta e meia integrava-se no grupo um homem que também se dirigia a Fátima e que passava o tempo a perguntar coisas ao grupo. Depois desaparecia e passado algum tempo voltava a apanha-los na peregrinação.
Quando perguntou se as mulher do grupo se sentiam em segurança, elas responderam que sim, "porque estavam na companhia de um ex-cabo da GNR", ao que este disse que "se alguém se meter connosco tenho uma surpresa para ele aqui no meu bolso".
A mulher entrou em pânico e apresentou-se de imediato na Judiciária para prestar declarações, vendo nesse momento que a pessoa que os tinha acompanhado na peregrinação era da Judiciária.
54. Bota fedorento nisso...!
Aquilo que me despertou MESMO a atenção foi um comentário (ou melhor, um desabafo) que o Ricardo Araújo Pereira fez na altura da vitória do Engº José Socrates, dizendo que tinha pena que ele tivesse sido eleito há pouco tempo, porque assim ainda não tinha nada para dizer mal.
Vendo à distância o resultado na pérola humoristica "Diz que é uma espécie de Magazine", creio que aproveitaram bem o tempo, arregaçaram as mangas e fizeram o que sabem, achincalhar da forma mais inteligente e requintada...
quinta-feira, junho 28, 2007
53. Padres(2)
Pois proteste para a frente, que atrás vem gente... !
52. Cultivo da batata
Será que...
Será que o povo português não é assim tão inculto? Tenho de reconhecer que não temos uma cultura de "cultivação". Se a cultura é promovida apenas na sua vertente elitista, então chegará apenas às elites, e estas não precisarão de mais "cultivo".
Façam coisas mais acessíveis, com uma divulgação estudada, e conseguiremos três coisas fantásticas:
(1) Teremos mais pessoas a admirar a arte
(2) Teremos mais artistas, porque haverá um mercado maior para a arte
(3) Teremos menos pessoas a consumir porcarias porque terão eventualmente adquirido o bem mais importante de todos - um apurado sentido crítico.
Um exemplo: os livros de José Rodrigues dos Santos.
domingo, junho 24, 2007
51. Padres
Tenho de reconhecer que o Padre da paróquia do Renato bate o meu padre aos pontos. Começa por nem sequer ser padre. Era um burlão que durante dois anos assumiu a paróquia de Areias. Durante dois anos ficou com o dinheiro dos peditórios que fazia para ajudar os pobres em África, realizou cerimónias, inclusivé casamentos que agora tiveram de ser considerados nulos. Celebrou um casamento na Sé de Braga.
O Burlão foi apanhado pela polícia em plena celebração de um baptizado.
O que me mete mais impressão é que os paroquianos gostavam dele.
No caso do padre da minha freguesia, pelo simples facto de ter um carro de alta cilindrada, os paroquianos viraram-lhe as costas...
sábado, junho 23, 2007
50. Crise de meia-idade
No meu caso pôs-me novamente a fazer o balanço de uma vida. O que pesou mais na balança foi a perda contacto de pessoas que povoaram a minha infância e principalmente a atribulada fase de adolescência. No que toca a perder contactos sou um verdadeiro ás.
Penso sempre no que se podem ter tornado os meus amigos e colegas de então. De arrumadores de carros a políticos, tudo é possível, mas na época tinham todos a mesma idade, partilhavamos a mesma escola e os mesmos professores, aprendiamos o mesmo. Hoje em dia somos todos diferentes, cada com a sua vida mais ou menos definida.
No outro dia encontrei na internet o Sérgio, que era primo do Diogo. Os três fizemos um curso de Basic num colégio de padres em Braga, tinhamos treze ou catorze anos. Passava o tempo todo na casa do Sérgio, tinha um fraco pela irmã mais velha. Mas na altura a minha imaturidade não me permitia avançar.
Hoje, o Sérgio é um Astrofísico teórico, que passou pelo Carltech Institute e pela Universidade de Yale, e com trabalhos publicados.
O Diogo foi vice-presidente do PSD de Maio de 1999 a Março de 2000, sendo também porta-voz do PSD para a Sociedade de Informação e deuputado.
Mais recentemente, o meu colega de Universidade Filipe Morato fartou-se de trabalhar na área da Informática e lançou-se à aventura como fotógrafo, viajando por todo o mundo. Lançou agora o livro "Alma de Viajante", que foi tema de uma reportagem no telejornal (estás mais gordito, Filipe...). Por coincidência, Viajante é tambám o meu nick na Internet, eu que só faço 120 quilometrozitos por dia. Ou seja que vou ter de mudar de nick.
Estas histórias fazem-me pensar no que leva as pessoas a mudar de vida. Eu próprio tentei mudar, sair de uma boa empresa e tentar trabalhar como consultor numa época de crise e com mais um filho a caminho, não é pêra doce, mas existem pessoas que se tornam maiores do que as nossas vidas CTC.
Porque eu sou um CTC. O que não tem nada de mal se te satisfazeres com esses limites.
Já agora, um CTC é CASA-TRABALHO-CASA. Um CTC tenta viver o mais próximo de casa possivel. Normalmente proximo também da casa dos pais. Ou mesmo na casa dos pais.
A minha dúvida é saber de que forma eu, enquanto pai, e não tendo conseguido sair desta rotina, tentarei incutir nos meus filhos que devem tentar expandir os seus horizontes. O que fazer?
Espero que eles me ensinem. O tempo dirá se sou bem sucedido.
Só espero que no processo se livrem rapdamente da ministra de educação actual e não suba para o poder um pior.
domingo, junho 03, 2007
49. Honrosa excepção
Um exemplo?
Peguei no livro "Biliões e Biliões", do saudoso Carl Sagan, e logo capítulo introdutório leio o seguinte:
"Contudo, ainda há resistência à notação exponencial da parte de quem se dá mal com a matemática (apesar de a notação exponencial facilitar a compreensão, em vez de a dificultar ) e da parte de certos compositores que parecem ter uma irresistível necessidade de compor 109 como 109..."
E os compositores da editora Gradiva, feridos no orgulho da classe ou simplesmente adaptando o texto do original, incluiram o seguinte:
"...(os compositores da Gradiva são, como pode ver-se, uma honrosa excepção)."
Aplausos. Tirava-lhes o chapéu, mas infelizmente não uso...
sábado, junho 02, 2007
48. Avariado
Mesmo assim passo pelo lugar vazio na sala com a sensação de ter perdido um amigo.