sexta-feira, outubro 26, 2007

103. Crítica Literária, by Markl

O Nuno Markl ontem fez um sketch no programa da manhã da Antena 3 que eu achei das melhores coisa que ouvi nos últimos tempos. Chamava-se "Crítica Literária" e começava por dizer que, contrariamente ao que se costumava dizer, existia na maior parte dos lares portugueses pelo menos um livro, o Livro de Recibos Verdes. Depois fez uma crítica literária a este livro, mencionando o facto mais importante, o facto do livro "Verde" não ser assim tão verde, e terminando com a leitura de um "excerto".

Quando cheguei à parte do Nº do artigo do Iva já estava a rir sozinho dentro do carro. A fazer uma bonita figura de urso à custa do Sr. Markl.

domingo, outubro 21, 2007

102. Anedota Doméstica

Viviamos na altura num apartamento T3 com 2 casas de banho. A casa de banho grande tinha a sanita avariada, pelo que tinha sido necessário tirá-la do sítio, deixando à mostra o tubo do esgoto. E lá ficou a sanita, no meio do quarto de banho, esperando pacientemente por parafusos para a voltar a colocar no sítio.

De manhã, estava eu num momento "All Bran" na sanita da casa de banho pequena, quando ouço a minha filha a pedir para fazer xi-xi. Estava completamente à rasca, e eu a meio do serviço.

Foi então que o talento da minha mulher para o desenrascanço veio ao de cima, numa frase que vai ficar para a história da família:

"Espera fofinha, que a mamã vai pôr a sanita..."

(Fiquei sempre a imaginar o que os vizinhos ficariam a pensar ao ouvir isto ... )

101. Trilogia

Matt Damon referiu, acerca do seu último filme da Trilogia "Bourne" (The Bourne Identity, The Bourne Supremacy e The Bourne Ultimatum), que os seu trinta anos já transpareciam no último filme, pelo que não seria ele a interpretar os próximos.

A razão, no entanto deve ser outra, completamente diferente. Os primeiros três filmes eram baseados no livros de Ludlum, que entretanto faleceu. Os dois livros seguintes foram escritos por um seguidor do estilo de Ludlum, mas que começou por mandar Matt Damon para o desemprego logo no quarto livro da série "The Bourne Betrayal", ao começar a acção com um David Webb/Jason Bourne 14 anos mais velho...

Só espero que mantenham a mesma frieza na acção que foi a tónica dos três primeiros filmes...

100. Festival da Canção

E falando do festival da canção.

Aquilo parece um festival de cromos, anacrónico e fastidiante até à medula. Estamos em 2007, senhores. Ninguém vê aquela porcaria.

Actualizem-se, porr...

99. Covilha

Senhores membros da comunicação social. Assim não dá! Temos direito à qualidade de informação (e não estou a falar do telejornal da TVI).

No outro dia ouvi na rádio uma notícia sobre os problemas encontrados pelo Sr. Sócrates na "Covilha". Sabendo que ele é original da Covilhã, fiquei a pensar que a dita "Covilha" fosse uma aldeia qualquer, mas não. O nosso amigo da rádio comeu o "til" com a mesma voracidade com que a apresentadora do Festival da Canção acrescentou em directo um acento circunflexo ao nome da cidade de Aveiro, ficando "Avêiro".

Comilões.

98. No país do chocolate

Lembro-me de um programa sobre a realidade do ensino em diversos paises, mostrando realidades tão diferentes como a Europa do Leste, Ásia, Africa ou os Estados Unidos. Ao fim ao cabo, o que o programa mostrava era que não existia um método mas sim vários para atingir o mesmo fim - ensinar. Minto. O objectivo não é ensinar. Contrariamente à visão do ministério, o grande objectivo não é fazer com que os professores ensinem. Isso até podiam fazer com uma audiência de 30 galinhas e 20 porcos. O grande objectivo esquecido é "aprender". Os professores não estão ali para ensinar - os alunos é que estão ali para aprender. Há uma grande diferença.

Quando os alunos se convencerem de que não estão ali à espera do grande dia em que possam sair da escola, quando as politicas ministeriais se adequem ao que têm de ensinar, poderemos ter uma grande confiança no futuro.

O programa que mais me chocou (no bom sentido), mostrava uma escola da Suiça (pelo menos creio que era na Suiça - para o fim deste post, não interessa minimamente a sua localização). Nesta escola não havia livros escolares. Os alunos contruiam eles próprios os livros à medida que as matérias eram dadas. E o interessante era que as diferentes disciplinas eram coordenadas de forma a darem todas aspectos diferentes da mesma matéria. Ou seja, numa semana os alunos davam tópicos da mesma matéria nas várias disciplinas, conseguindo assim um grau muito maior de sucesso na aprendizagem do que quando as coisas são metralhadas para o quadro negro.

Claro que esta filosofia não agradaria minimamente aos patrões da Porto Editora... :)

sexta-feira, outubro 19, 2007

97. Queimadas

É mesmo de português. Termina a época em que é proibido fazer queimadas e toda a gente desata a queimar toda a porcaria acumulada durante o verão nos seus quintais. Houve dias em que pareciamos estar em Londres, no meio do nevoeiro. Hoje, e de certeza por causa disso, dois grandes incêndios deflagraram em Ponte de Lima e Arcos de Valdevez.

Ou seja, o Português acha que uma coisa, só porque deixa de ser proibida, pode (e deve) ser feita, à custa do bom senso.

Pensem, meus senhores, pensem. Ou o vosso grau de dependência do Estado é tal que é obrigatório que este decida por vós, indicando o que é proibido sobre determinado assunto? Isso é o que é necessário fazer às crianças, mas assim que ganham alguma maturidade deixamos de precisar de o fazer.

quinta-feira, outubro 18, 2007

96. Rebobinadores de cassetes

O Sr. Nuno Markl declarou que o invento mais estúpido de sempre é o rebobinador de cassetes.
Pertenço no entanto à estranha categoria dos homens que gostaria de ter um. Isto porque tenho um conjunto de cassetes grandes que não quero desperdiçar, mas o meu video está com problemas. Para já não consegue rebobinar em modo normal, nem passar para a frente, porque senão pára. Só funciona o play, o rebobinar em modo rápido e o passar para a frente. Qualquer outra combinação, incluindo o parar, tem como efeito o bloqueio do video e consequente necessidade de desligar e voltar a ligar.

domingo, outubro 14, 2007

95. Controvérsia Proverbial

Sempre achei muita piada aos provérbios, mas não sei se foi depois de ter visto um sketch dos Gato Fedorento sobre um escritor de provérbios, comecei a pensar sobre o tipo de pessoa que cria provérbios, e sobre a soberba confusão que reina naquela cabeça.

E digo confusão porque é suposto serem exemplo de sabedoria antiga, e no entanto são contraditórias.

Senão vejamos os seguintes exemplos:

"Grão a grão enche a galinha o papo"

"A pressa é a inimiga da perfeição"

"Mais vale um pássaro na mão do que dois a voar"

Que contradizem com:

"A sorte persegue os audazes"

"Quem não arrisca não petisca"

Com que é que ficamos? Hem? Arrisco ou não arrisco?

94. Noite da má língua

Realizou-se no casino da Figueira da Foz uma reedição das noites da má-lingua, famigerado programa da SIC, dos tempos em que a SIC valia a pena ver.

Júlia Pinheiro, Miguel "MEC" Esteves Cardoso, Rui Zink, Rita Blanco e Manuel Serrão.

Façam um favor ao país.

Voltem!

93. Bicicleta

É uma sensação muito boa quando ensinamos um filho a andar de bicicleta. Não é fácil - primeiro porque temos de puxar da memória para sabermos as dificuldades que tinhamos quando nós próprios começámos a andar. Depois temos de explicar como fazer algo que para nós nos parece familiar e intuitivo.

E no fim deixamo-los sozinhos e ver a rapidez com que começam a andar é uma sensação muito boa, de missão cumprida.

Afinal é para isso que os pais existem, para darem aos filhos as ferramentas suficientes para se safarem sozinhos.

92. Os tomates da Maria

Não sou leitor assíduo da celebrérrima revista "Maria", mas sempre que tenho uma nas mãos não resisto a ler as páginas do consultório sexual, onde os Portugueses expõem as suas dúvidas na matéria. De todos os casos raros que li, um em particular chamou-me a atenção.

Falava de um jovem que tendo perdido um testículo perguntava como podia saber se o testículo que lhe restara era o que fazia "meninos", ou "meninas". Sim, porque homem que é homem só quer ter filhos "homem".

Há coisas estúpidas, não há?...

quinta-feira, outubro 11, 2007

91. Cláudia (Parte II)

Ontem ouvi o José Nunes na Antena 3 a queimar ao vivo a famosa Cláudia Semedo, por esta não saber o significado da expressão "chicotada psicológica". Cláudia, filha, ou muito me engano, ou não tardarás em saber na pele o seu significado, especialmente depois de teres confidenciado que tinhas ido ver o Planet Terror com a família Markl e a família Marinho (director da Antena 3), e que o filho deste se abraçava a ela nos momentos mais complicados. Chegou inclusivamente a dizer que o filho do José Marinho "já conhecia o filme".

Ora como o filme acabou de estrear, isso só significa que o pirralho teve acesso a uma cópia pirata do filme, pelo que não é um comentário muito inteligente, em especial quando é acerca do filho do nosso patrão, e ainda por cima estamos numa das rádios mais ouvidas em Portugal.

90. Histórias da vida de um informático (Parte 1)

Seguem-se algumas histórias que se passaram comigo numa empresa em que trabalhei. Non-sense completo.

Telemóvel

Na primeira história estavamos de volta de um conjunto de máquinas, ocupadissimos, quando aparece um tipo de mau aspecto a perguntar se queriamos comprar qualquer coisa que tinha na mão. Era um telemovel, ou melhor, a parte do punho de um daqueles sistemas antigos que se instalavam nos carros.

Frigorífico

Pouco tempo depois, alguém por brincadeira decidiu abrir a porta do frigorífico que estava dentro da secção técnica. Revelou-se uma péssima ideia, por dois motivos: primeiro, o frigorifico estava fechado e desligado à dois anos. Segundo, alguém se tinha esquecido de um queijo dentro do frigorifico. O cheiro que deitou é impossível de descrever. Só digo que é muito boa ideia a de enterrar os nossos falecidos...

Putos irritantes

Um fim de tarde fui a casa de um cliente configurar o messenger de forma a que o pai separado pudesse falar com os filhos. Ainda era no tempo das ligações analógicas, que demoravam uma eternidade em estabelecer ligação e que depois nunca mais se despachavam. Naquele dia, além de ter de lutar com uma ligação lenta, esta estava sempre a ir a baixo. Só algum tempo depois é que descobri a causa - os putos estavam a a divertir-se a desligar o cabo da linha telefónica...

Música

O meu patrão dessa altura pediu-me para ver dois problemas gravissimos. O primeiro era um problema na placa de som de um computador de uma loja de roupa, usado entre outras coisas para passar musica na loja. O problema é que as musicas "saltavam", ou seja, colocavam na primeira musica e a seguir passava para uma musica qualquer. Problema complicado - tirei o player do modo "random" (aleatório) e segui caminho.

Parei depois na casa (ou melhor, num casebre sem condições nenhumas) onde estava o computador e a dona que se lamentava que o leitor de cds não funcionava bem - só passava 10 s de cada música. E eu ali, lixado da vida por ter feito quilómetros por causa de uma opção do leitor de Mp3, e depois por ter feito mais quilómetros por causa do modo "scanning" de um leitor de CDs, modo esse que só passava 10 s de cada musica e avança para a próxima.

Virus

Em 1995 estava em Lisboa, ao serviço de um Organismo do Ministério da Saúde. Nessa altura, os computadores ainda não estavam em rede e tudo funcionava por disquete (ainda sou do tempo de instalar o Office 4.3 que vinha num conjunto de 35 disquetes - ou talvez mais - viviamos no terror uma falha numa das últimas disquetes que atirasse para o lixo uma hora de árduo trabalho).

Um belo dia fui à Direcção Regional para uma visita de rotina, levando um anti-virus numa disquete. Verifico que todos os computadores tinham virus, pelo que passei a tarde a tirar os vírus, e a passar de computador para computador ficheiros para substituir os ficheiros corrompidos pelos virus. No fim do trabalho as máquinas estavam limpas, os anti-virus instalados. Saí de lá cansado mas com a sensação de dever cumprido, sensação essa estragada pelas notícias do dia seguinte. Pelas palavras do Sub-Director do Organismo, o Sr. Engenheiro (moi même) estava proibido de entrar com disquetes na Direcção Regional, em virtude de estar a colocar virus nas máquinas. Virus que estes senhores sempre tiveram mas que desconheciam pelo facto das máquinas nunca terem visto a porcaria de um anti-virus nas suas curtas vidas digitais.

quarta-feira, outubro 10, 2007

89. Gatices

Vi hoje um episódio da Série Friends, uma das minhas favoritas e que revejo esporádicamente na 2. No episódio de hoje fomos brindados por três histórias cruzadas, o ciume abichanado de Chandler depois de Joe ter saído do apartamento, o trauma da irmã do Ross pelo facto de ter o irmão a morar novamente na mesma casa que ela e por fim o convite feito a Phoebe para gravar uma das suas músicas, "Smelly Cat", traduzido em Português para "Gato mal-cheiroso".

O que torna este episódio histórico, é o facto de quatro jovens Portugueses terem usado o nome da música de Phoebe para dar nome aquele que viria a ser o quarteto humorista mais famoso de Portugal.

88. Sensibilidade na língua

Ouvi hoje uma pérola na rádio que, mais uma vez, não resisto em contar aqui. Dizia um fulano que, em comparação com 2001, tinham morrido menos 800 pessoas nas estradas no ano de 2006.

Ora as palavras com que afirmou este facto são, no mínimo, mórbidas. Disse ele que "em 2006 ficaram por morrer 800 pessoas". Ou seja, estas 800 pessoas ficaram em lista de espera e terminariam a sua existência no decorrer do ano 2007, ao abrigo do programa de combate às listas de espera...

:)

87. Más conselheiras

8 MOTIVOS PARA NÃO SE CONFIAR SEMPRE NOS CONSELHOS DAS MÃES:

1º- Deixa de jogar bola e vai estudar para poderes ter um futuro !
(Mãe de Cristiano Ronaldo)

2º- Pára de gritar !!!!!
(Mãe de Luciano Pavarotti)

3º- Deixa de brincar com essas máquinas ou nunca terás nada na vida !
(Mãe de Bill Gates)

4º- É a última vez que riscas as paredes DA Casa de banho !
(Mãe de Michel Angelo)

5º- Pára de bater na mesa, estou cansada desses ruídos !
(Mãe de Samuel Morse)

6º- Fica quieto de uma vez, daqui a pouco vais querer dançar nas Paredes !
(Mãe de Fred Astaire)

7º- Nada de igualdades, eu sou a tua mãe e TU és o meu filho !
(Mãe de Karl Marx)

8º- Pára de mentir, TU pensas que estares sempre a mentir te
vai Ajudar a conseguir ser alguém na vida ?
(Mãe de José Sócrates)

terça-feira, outubro 09, 2007

86. Pavor

O contrário de pavor é corajoso, um sinónimo de corajoso é "sem medo" e um nome derivado desta expressão é "Semedo".

Cláudia Semedo é a nova voz do programa da manhã da Antena 3. É extremamente simpática, mas não tem presença comparável às restantes locutoras, nomeadamente a Raquel Bulha e a Ana Galvão. O timbre da voz dela é desagradável e as suas tiradas histéricas levaram-me já a fazer o impensável, mudar para outra estação de rádio durante o programa da manhã.

Para quem não conhece a Cláudia, era a apresentadora do programa Mega-Ciência e apareceu semi-nua num dos últimos filmes portugueses.

Agora é a nova voz da Antena 3. E enquanto ela lá estiver, vou procurar outra rádio, para salvaguardar o resto da minha inteligência e, principalmente, os meus ouvidos...

85. Educação

Batendo sempre na mesma tecla da Educação...

Alguém disse uma coisa interessante na Antena 3, coisa essa que não vou conseguir reproduzir na íntegra devido ao meu estado precoce de "Alzheimerização". Mas rodava tudo à volta do estado actual da educação e da falta de respeito que os alunos tinham pelos professores de agora, respeito esse muito diferente do que tinhamos alguns anos atrás.

A ideia de fundo era que os pais esperavam que a escola ensinasse algo diferente do que os putos aprendem em casa. Os professores esperam exactamente o mesmo, mas principalmente esperam que os pais tenham ensinado os valores essenciais, coisas simples como o respeito, por exemplo. Como os pais não têm tempo e delegam esse ensinamento aos professores, os míudos acabam no meio de uma guerra, aprendendo coisissima nenhuma de útil, e principalmente, não aprendendo a coisa mais essencial de todas: o seu lugar na sociedade.

84. Passividade activa

Somos todos fumadores activos, mesmo os que se dizem fumadores passivos. Pelo menos na minha simples opinião. Ao decidir não fazer nada, estamos a pactuar com uma determinada situação, ou seja que estamos a agir. Mesmo decidindo não fazer nada estamos a executar a acção de decidir não fazer nada, mesmo que seja decidir não pedir ao fulano do cachimbo para apagar a corneta. Portanto , somos todos fumadores activos.

Deixei de fumar aos seis anos quando um tio me enfiou um cigarro na boca. Tomei a decisão na hora de abandonar o tabaco, e consegui chafurdar pelos atribulados anos da adolescência sem sentir necessidade de fumar.

No entanto, reconheço o direito das pessoas ao vício. Não entendo as restrições impostas nos Estados Unidos, onde nem na rua se pode fumar. Considero isto um extravangante exagero político, de quem não sabe que o fruto proibido é de longe o mais procurado, principalmente pelos putos.

Os árabes é que têm razão, com os seus cachimbos de água. Aquela porcaria não polui absolutamente nada - dá é um trabalhão para meter no bolso... :)